Antes da fábrica, veio o amor pelos instrumentos. Luthier de mão cheia e músico de coração, o Seu Joaquim sabia como ninguém o valor de um instrumento, e o tamanho do aperto de ver um se danificar na estrada.
Foi daí que nasceu a JOSSF: hard cases feitos para proteger o que cada músico tem de mais precioso. Cada case que sai da fábrica carrega um pouco do cuidado que ele ensinou.
Ele tocava baixo, cantava na banda de casa, era o “Cheff” do churrasco e fazia rir por onde passava. Até um mini-case para conservar a cerveja gelada ele inventou, porque, no fundo, era isso: proteger o que importa, com bom humor.
O nome da empresa é o nome dele: JOaquim Soares de Sousa Filho. Cada case carrega, na própria marca, a assinatura do fundador.
Quem conviveu, sabe de cor. Alegria era a marca dele.
Baixo e voz na banda de casa
O “Cheff” no churrasco
Na praia, sempre sorrindo
Paella na Espanha
O mini-case que conserva a cerveja gelada
No traje de gala, aquele sorrisoTem gente que constrói empresas. O Seu Joaquim construiu um jeito de viver, e deixou ele em tudo que tocou. Antes de qualquer máquina, vieram as mãos: mãos de luthier, que consertavam instrumentos como quem cuida de uma voz, devolvendo a um violão o som que parecia perdido. Foi ali, no meio da serragem e da música, que ele aprendeu o que se tornaria o trabalho da vida dele, proteger aquilo que as pessoas amam.
Da bancada de luthieria nasceu a fábrica. Cada hard case que ele criava carregava a mesma pergunta silenciosa: “e se fosse o meu instrumento na estrada?”. Por isso seus cases eram mais que madeira e ferragem, eram um abraço em volta do que não se pode perder. Sem alarde, ele ensinava todo mundo à sua volta que qualidade é, no fundo, uma forma de carinho.
Mas reduzir o Seu Joaquim ao trabalho seria não tê-lo conhecido. Ele era a alegria que entrava na sala antes dele. Pegava o baixo e puxava a banda de casa; virava o “Cheff” no domingo de churrasco; viajava o mundo e provava a vida em cada prato, e, claro, inventou um mini-case só para a cerveja não esquentar. Onde ele estava, alguém ria. As frases dele viraram herança: quem ouviu “Olha o jacaré… voou!” ou “Acaba não, mundão!” nunca mais esqueceu.
Em 15 de maio de 2021, poucos dias depois de completar 56 anos, a COVID-19 o levou. A casa ficou mais silenciosa, a oficina mais vazia. Mas, do jeito teimoso e alegre que era a cara dele, o Seu Joaquim não foi embora de verdade.
Seus três filhos pegaram as ferramentas que ele deixou e seguiram em frente, não para substituí-lo, mas para honrá-lo. Mantiveram de pé a fábrica e a loja matriz, o coração de tudo o que ele criou, e, com trabalho e dedicação, fizeram a JOSSF crescer a ponto de abrir uma nova filial. Hoje, cada case que sai pela porta leva as iniciais do nome dele na própria marca: JOSSF, Joaquim Soares de Sousa Filho. E leva também o que não cabe em sigla nenhuma: o capricho, o cuidado e a alegria de um homem que acreditava que proteger o que importa é a coisa mais bonita que se pode fazer.
A JOSSF segue protegendo a música, com o cuidado que você ensinou.